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quarta-feira, 12 de março de 2014

Call for Papers: ‘Situating Simondon: media and technics’

Platform: Journal of Media and Communication
An interdisciplinary journal for early career researchers and graduate students

Volume editors: Thomas Sutherland and Scott Wark
Abstract submissions due: 1st of May, 2014
Full paper submissions due: 1st of July, 2014


Abetted by a paucity of translations, the work of Gilbert Simondon has remained relatively obscure in the Anglophone world for some time. Simondon is, however, finally – if somewhat belatedly – finding the appreciation amongst English-speaking readers that had eluded him for so long. Although Simondon’s work is probably most recognised today for its influence upon Gilles Deleuze and Bernard Stiegler, its scope is far greater than one might surmise on the basis of such associations.

Amongst many other topics, Simondon’s philosophy focuses quite heavily upon questions related to technology, communication, mediation, and information. It is these areas in particular that we hope to explore in this special section of Platform. How might we situate the theories of Simondon within our contemporary media environment? Are they still relevant? Or are they too reliant upon outmoded principles and theoretical models? What lessons, both theoretical and practical, might researchers in the fields of communication and media studies take from Simondon’s philosophy? How might we extend or update his work for the digital, networked society?

Platform encourages the submission of theoretical and empirical work engaging with Simondon and his legacy. We are particularly interested in papers that seek to situate Simondon’s work, both historically and within the disciplinary boundaries of media and communications. Potential themes might include, but are not limited to:

• Technological determinism in an age of digitization and unprecedented automation. Does Simondon provide us with a useful means for negotiating the question of agency in such an environment, or is he too beholden to the cybernetics and information theory of his time?

• Individuation and the associated milieu. Have subsequent media forms and communicative methods altered or halted the processes of individuation of which Simondon speaks?

• Media ecology. Some strands of media ecological study stress the dynamism and complexity of media-technical systems. How does Simondon’s understanding of technology challenge or deepen these approaches?

• Materiality and hylomorphism. At a time when communication appears increasingly immaterial, how might we understand Simondon’s attempt to escape all hylomorphic conceptions of communication and individuation? Does the notion of immateriality remain trapped within a hylomorphic distinction between form and matter, or is it indicative of a need to reconceptualise the very question of materiality?

• Technics and media. How does Simondon’s work fit within the larger field of studies on technics and its history (e.g. Mumford, Leroi-Gourhan, Ellul, Gille, Stiegler, etc.)? Might media and communications as a discipline benefit from a greater emphasis upon the role of technics in engendering media environments both past and present?

• The politics of individuation. Stiegler, Lefebvre and Mackenzie, amongst others, use Simondon’s work on transduction and individuation to describe and diagnose politics. How might Simondon help us think politics today?

In addition to this special section, we also welcome submissions that more broadly deal with issues relating to the areas of media, technology, and communication in theoretical, methodological, or empirical terms.

Please send all enquiries and submissions to platformjmc@gmail.com. Both abstracts and full papers must be accompanied by a brief curriculum vitae and biographical note.

We recommend that prospective authors submit abstracts well before the abstract deadline of the 1st of May, 2014, in order to allow for feedback and suggestions from the editors. All submissions should be from early career researchers (defined as being within a few years of completing their PhD) or current graduate students undertaking their Masters, PhD, or international equivalent.

All eligible submissions will be sent for double-blind peer-review. Early submission is highly encouraged as the review process will commence on submission.

Note: Please read the submission guidelines before submitting work. Submissions received not in house style will not be accepted and authors will be asked resubmit their work with the correct formatting before it is sent for review.

Platform: Journal of Media and Communication is a fully refereed, open-access online graduate journal. Founded and published by the School of Culture and Communication at the University of Melbourne (Australia), Platform was launched in November 2008.

Platform is refereed by an international board of established and emerging scholars working across diverse fields in media and communication studies, and is edited by graduate students at the University of Melbourne.

sábado, 3 de novembro de 2012

"Heterocronia e metaestabilidade em David Claerbout", artigo recém-publicado em e-book da Rede ICCI


O Seminário ICCI – Imagens da Cultura / Cultura das Imagens nasceu de uma cooperação ERASMUS (cooperação e circulação de professores e estudantes entre Universidades europeias) entre a Universidade Aberta e a Universidade de Múrcia e com a cooperação do Núcleo de Pesquisa em Hipermédia da PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Brasil) tendo como objetivo a Internacionalização da investigação e a ligação entre investigadores das diversas Universidades e grupos de investigação envolvidos no projeto. Protagonizaram a iniciativa os Professores Pedro Hellín da Universidade de Múrcia, Sérgio Bairon da Pontifícia Universidade de São Paulo, atualmente professor na Universidade de São Paulo e José da Silva Ribeiro da Universidade Aberta.

A Universidade Mackenzie esteve presente desde a primeira hora e o programa de pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura organizou a 3ª Edição do Seminário em Agosto de 2007 e o Grupo de pesquisas Design, Arte: linguagens e processos, com a importante cooperação dos coordenadores dos Grupos Temáticos do Seminário, organizou a 7ª Edição do ICCI. No âmbito da realização do V Seminário ICCI na Universidade de Sevilha foi criada uma rede de grupos de pesquisa implicada nos mesmos objetivos de cooperação científica internacional no âmbito das ciências sociais e da comunicação, focalizada nas temáticas da imagem e da cultura visual e sonora e as questões da interculturalidade e do transnacionalismo, numa perspetiva interdisciplinar.

David Claerbout, Vietnam, 1967, near Duc Pho (reconstruction after Hiromichi Mine)

Como resultado da 7ª edição do ICCI, acaba de ser publicado o e-book Antropologia, arte e sociedade. 7º Seminário Internacional Imagens da Cultura / Cultura das Imagens, organizado por Ariane Daniela Cole e José da Silva Ribeiro. Abaixo segue o resumo do texto que apresentei no Seminário, parte da minha pesquisa de mestrado na ECO/UFRJ, e que está publicado integralmente no livro eletrônico.


"Heterocronia e metaestabilidade em David Claerbout"

Thomas Levin (2006) forjou o conceito de imagem heterocrônica para dar conta de um conjunto de imagens que, produzidas digitalmente, colapsavam a distinção formulada na estética de Gothold Ephraim Lessing entre Nacheinander (sequencial) e Nebeneinander (justaposto). Para Lessing esses dois termos articulam duas lógicas estéticas diferentes: Nacheinander indica o desenrolar da ação no tempo e pode ser entendido como narrativa; Nebeneinander consiste na visibilidade da ação através da co-existência de suas partes no espaço e pode ser entendido como imagem. O nosso atual momento histórico-midiático transicional, marcado pelo advento da imagem digital em movimento, caracteriza-se pelo colapso dessas duas categorias opostas. A fim de escrutinar as implicações deste colapso, propomos uma análise de algumas obras do artista belga David Claerbout à luz da noção de heterocronia e do conceito de metaestabilidade, postulado por Gilbert Simondon (1964) para dar conta de sistemas cuja estabilidade não significa o apagamento da indeterminação inerente ao devir.

Palavras chave: imagem digital, heterocronia, metaestabilidade, David Claerbout, arte contemporânea

O e-book, com o texto na íntegra, pode ser acessado aqui.

sábado, 24 de março de 2012

Informação, tecnicidade, individuação: a urgência do pensamento de Gilbert Simondon

Encontro com programação excelente e "urgente" (como o nome já anuncia) acontecerá na Unicamp, de 2 a 4 de abril, com transmissão on-line. Abaixo está programação e algumas produções do CTeMe para divulgação do pensamento de Gilbert Simondon em português. A dica foi de Daniela T. Manica, do GEACT


__________[APRESENTAÇÃO]
A obra de Gilbert Simondon permanece, ainda hoje, muito pouco conhecida no cenário acadêmico e intelectual brasileiro, apesar de seu crescente destaque, não apenas no campo da filosofia, mas também no das ciências sociais contemporâneas. Filósofo marginalizado e frequentemente reduzido à questão da técnica, Simondon oferece recursos poderosos e ainda muito pouco conhecidos para se pensar as relações sociais entre humanos e também entre humanos e não-humanos de perspectivas variadas, sejam elas sociológicas, antropológicas, políticas, filosóficas, epistemológicas ou estéticas. Suas concepções de informação, tecnicidade, individuação, transdução, metaestabilidade, transindividual, concretização, invenção e tecno-estética, entre outras, vêm oferecendo alternativas valiosas para o avanço na compreensão de temas centrais da contemporaneidade como o trabalho, a mobilização coletiva, as transformações sociais, a presença da tecnologia na vida cotidiana, as tensões entre ética e ciência, as relações entre indivíduo e sociedade, biologia e técnica, natureza e cultura etc.
O Grupo de Pesquisa Conhecimento, Tecnologia e Mercado (CTeMe), impelido pela urgência de retomar o movimento do pensamento de Simondon, de colocar seus conceitos e suas ideias para funcionar no contexto contemporâneo, convidou alguns pesquisadores brasileiros e estrangeiros de diversas áreas – sociologia, antropologia, filosofia, arte, design e computação – e instituições – Conicet (Argentina), Fatec (Jundiaí), PUC-SP, UBA (Argentina), UFRJ (IFCS e Museu Nacional), UFPR, UnB, Unicamp e Unifesp – envolvidos em atividades de alguma forma relacionadas à importância e urgência do pensamento de Simondon, para três dias de debates no IFCH/Unicamp. A escolha dos pesquisadores convidados foi criteriosa, orientada não por política institucional e especialização disciplinar ou temática, mas sim por afinidades estético-políticas distribuídas em redes heterogenéticas. Certamente, muitos outros pesquisadores brasileiros que vêm trabalhando com as ideias simondonianas poderiam ter sido convidados para este encontro ou citados aqui; trata-se de um estímulo para que ele se desdobre em novas oportunidades de ampliar cada vez mais o coletivo mobilizado em torno da urgência do pensamento de Simondon. Por hora, e para um encontro que começou como um sonho sem nenhum fundamento na realidade burocrática e institucional das agências de financiamento e do mundo acadêmico brasileiro atual, até que não nos saímos tão mal. O encontro “Informação, tecnicidade, individuação: a urgência do pensamento de Gilbert Simondon” ocorrerá nos dias 2, 3 e 4 de abril no Auditório I do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com acesso livre e transmissão pela internet (streaming).

__________[PROPAGAÇÃO]
Disponibilizamos aqui algum material com o objetivo duplo de divulgar o encontro e a obra de Simondon.
Por um lado, disponibilizamos as traduções para o português dos capítulos introdutórios das duas obras mais importantes de Simondon, Du mode d’existence des objets techniques – traduzido por Pedro P. Ferreira e Christian P. Kasper e já publicado anteriormente, com o título de “Cultura e Técnica”, na revista Nada (no.11, 2008) – e L’Individuation à la lumière des notions de forme et d’information – traduzido por Pedro P. Ferreira e Francisco A. Caminati e ainda não publicado.
Por outro lado, disponibilizamos também transcrições de aulas e passagens de textos de Laymert Garcia dos Santos, que há décadas mobiliza Simondon na articulação sócioantropológica de muitos dos principais problemas contemporâneos. Apesar de evidentemente não ser o único a empregar Simondon no campo intelectual brasileiro contemporâneo, Laymert se destaca por seu pioneirismo, pela consistência de sua leitura e pelo acesso privilegiado que oferece às ideias do filósofo.
As aulas transcritas ocorreram nos dias 02/03/201116/03/2011 e 30/03/2011no IFCH/UNICAMP, quando Laymert debatia partes de Du mode d’existence des objets techniques com alunos, numa disciplina de pós-graduação dedicada exclusivamente ao debate das ideias de Simondon.
Quanto aos textos, selecionamos passagens de sete textos diferentes publicados entre 1981 e 2011, nas quais Laymert mobiliza Simondon para pensar não apenas a tecnologia em sua especificidade (tecnicidade, concretização, invenção) e em sua relação com o humano (a relação homem-máquina) e com a sociedade (o conjunto sociotécnico), mas também temas específicos como trabalho, progresso, alienação, artificialização, xamanismo, ambientalismo, informação, cibernética, memória, vida e individuação. São eles: Desregulagens (1981, pp.23-7); “O homem e a máquina” (Imagens, 1994, pp.48); “Tecnologia, natureza e a redescoberta do Brasil” (Tecnociência e Cultura, 1998, pp.38-43); “A informação após a virada cibernética” (Revolução tecnológica, internet e socialismo, 2003, pp.12-3); “Demasiadamente pós-humano” (Novos Estudos Cebrap, 2003, pp.166-7); “Paradoxos da propriedade intelectual” (Propriedade Intelectual, 2007, pp.52-7); “Ópera multimídia Amazônia” (Cadernos de Subjetividade, 2011, pp.34-5).
Esperamos que este material contribua para a propagação das ideias de Simondon no Brasil – uma contribuição inevitavelmente situada e parcial, mas por isso mesmo ativa e engajada.

__________[PROGRAMAÇÃO]
Dia 02 de abril de 2012
    19h – Mesa 1 – Modos de existência: A mesa de abertura, pela sua heterogeneidade e importância, indica o propósito do evento: alertar para a atualidade e urgência da transdisciplinaridade do pensamento de Gilbert Simondon em nossa contemporaneidade. Nesse sentido, o sociólogoLaymert Garcia dos Santos (Unicamp) explorará as relações e tensões entre estética e sociedade no pensamento de Simondon e Étienne Souriau; a filósofa Muriel Combes desenvolverá uma releitura da problemática do sujeito em sua relação com o biopoder e a biopolítica; e o antropólogoEduardo Viveiros de Castro (UFRJ) considerará o problema do estatuto da relação na antropologia contemporânea, considerando o recente debate em torno das “object-oriented-ontologies”. A mesa será mediada por Christian P. Kasper (UFPR).
    22h30 – Diálogos e Ressonâncias no Almanaque Café: Improviso Livre com Thomas Rohrer e convidados.
Dia 03 de abril de 2012
    9h30 – Mesa 2 – Tecnopolíticas: Em sua filosofia da técnica, Gilbert Simondon aponta a urgência de problematizar as relações cotidianas entre o ser humano e os objetos técnicos que o rodeiam a partir de uma análise que ultrapasse um pensamento autocrático. Nesse esforço, surge a necessidade de uma politização específica da tecnologia que escape tanto da tecnofilia quanto da tecnofobia. As configurações sociopolíticas da técnica e da tecnologia serão tema de uma mesa de discussão específica, em que os debatedores Henrique Parra (Unifesp), Silvio Rhatto (Saravá.org) eRafael Diniz (WiMobilis) discutirão, a partir de suas próprias investigações, a dimensão política das relações atuais entre “homem e máquina”. A mesa será mediada por Stefano Schiavetto (Unicamp).
    14h30 – Mesa 3 – Individuações: Considerando a necessidade de se compreender o pensamento de Simondon para além do campo restrito de uma “filosofia da técnica”, esta mesa permitirá considerar a importância de sua obra no interior do pensamento filosófico contemporâneo, lembrando da advertência do próprio filósofo para a necessidade de uma reforma das noções filosóficas fundamentais. Nesse sentido, os pesquisadores e filósofos Oswaldo Giacoia Jr. (Unicamp), Peter Pál Pelbart (PUC-SP) e Pablo E. Rodríguez (Conicet) colocarão em discussão as implicações políticas e filosóficas da noção simondoniana de individuação. A mesa será mediada por Rodolfo E. Scachetti (Fatec).
    19h – Mostra Harun Farocki (“A mira certeira da câmera: linguagem, política e ideologia”) na Casa do Lago: Exibição do filme Como se vê (Wie man sieht), seguida de debate com Laymert Garcia dos Santos.
Dia 04 de abril de 2012
    9h30 – Mesa 4 – Informação: Crítico com relação à tradição dualista do pensamento ocidental moderno, fundado em oposições como indivíduo/sociedade, homem/máquina ou natureza/cultura, Simondon propõe novas maneiras de pensar as relações entre técnica, estética e vida, notadamente a partir de um método genético. A tecnoestética, na medida em que representa uma das ocasiões de convergência das fases do ser, está diretamente relacionada ao conjunto de seu pensamento, em específico à noção de informação e de processo de individuação. A mesa composta pelos pesquisadores Emerson Freire (Fatec, Jundiaí), Diego J. Vicentin(Unicamp) e Cecilia Diaz-Isenrath (UBA, Argentina) oferecerá um contexto para a discussão em torno das interrelações entre técnica, estética, informação e individuação no pensamento simondoniano. A mesa será mediada por Marta M. Kanashiro (Labjor/Unicamp).
    14h30 – Mesa 5 – Sócio-antropotécnica: A técnica, para Simondon, é parte de um processo de individuação mais amplo envolvendo indivíduos físicos, biológicos e psicossociais. Assim, a técnica e os objetos técnicos surgem como resolução parcial para o problema da relação do ser humano com o mundo. O problema da invenção é central aqui, evidenciando a contribuição do pensamento de Simondon sobre a individuação para pensar questões antropotécnicas e sociotécnicas. A mesa composta pelos pesquisadores Carlos E. Sautchuk (Unb), Daniela T. Manica (UFRJ) eChristian P. Kasper (UFPR) envolverá, assim, contextos etnográficos particulares e conexões conceituais singulares em um debate sobre técnica, objetos e invenção. A mesa será mediada por Rainer M. Brito (UFSCar).

__________[RESSONÂNCIAS]
Mostra Harun Farocki – A mira precisa da câmera: linguagem, política e ideologia: Aulas públicas com Laymert Garcia dos Santos na Casa do Lago (Unicamp).
    13/03 – 16h (sem debate) e 19h (com debate): Natureza morta(Stilleben, 1977).
    20/03 – 16h (sem debate) e 19h (com debate): Videograma de uma revolução (Videogramme einer revolution, 1992)
    27/03 – 16h (sem debate) e 19h (com debate): Reconhecer e perseguir(Erkennen und verfolgen, 2003)
    03/04 – 16h (sem debate) e 19h (com debate): Como se vê (Wie man sieht, 1986)

__________[PARTICIPAÇÃO]
Carlos E. Sautchuk (DAn/UnB; LACT): Professor adjunto do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília. Licenciado em Educação Física, mestre e doutor em Antropologia Social pela mesma instituição. Empreendeu estágio doutoral junto ao grupo Techniques et Culture (CNRS/MNHN – França); é coordenador do Laboratório de Antropologia da Ciência e da Técnica (DAN/UnB) e pesquisador do Centro de Desenvolvimento de Estudos do Esporte e do Lazer (Rede CEDES – Ministério do Esporte/UnB). Tem experiência nas áreas de Antropologia da Técnica e do Corpo, com ênfase nos processos de construção da pessoa. Pesquisa temas relativos a pesca, caça, meio ambiente e sociedades caboclas amazônicas; também empreende estudos sobre o campo da Educação Física e sobre atividades corporais em contextos urbanos (esporte, fitness e lazer).
Cecilia Diaz Isenrath (UBA-AR; CTeMe): Possui graduação em Sociologia pela Universidade Nacional de Cuyo, doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas, sendo atualmente professora e pesquisadora da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires. Tem experiência na área de Sociologia da Tecnologia, atuando principalmente nos seguintes temas: tecnologia da informação, software, governamentalidade, neoliberalismo.
Christian P. Kasper (Design e Cultura/UFPR; CTeMe): possui graduação em Artes visuais pela Ecole Supérieure Des Beaux Arts de Genebra (1995) e doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (2006). Tem experiência na área de Desenho Industrial, com ênfase em Desenho de Produto. Seu campo atual de pesquisa envolve questões relativas ao design e à cultura material, em seus aspectos sociológicos, antropológicos, micropolíticos e filosóficos.
Daniela T. Manica (IFCS/UFRJ; GEACT; CTeMe): É professora adjunta no Departamento de Antropologia Cultural do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS/UFRJ). Possui graduação em Ciências Sociais (2001), mestrado (2003) e doutorado (2009) em Antropologia Social pela Unicamp. Tem experiência na área de Antropologia Social, discutindo principalmente os seguintes temas: relações entre cultura e natureza, gênero, tecnologia e medicina e itinerários intelectuais.
Diego J. Vicentin (IFCH/UNICAMP; CTeMe): Doutorando em Sociologia (IFCH/ UNICAMP), atualmente integra o grupo de pesquisas CTeMe (Conhecimento Tecnologia e Mercado) da mesma universidade, onde desenvolve pesquisa relativa ao desenvolvimento e evolução das tecnologias móveis de comunicação. Trabalha como pesquisador no Núcleo de Estudos da Violência da USP, na equipe que investiga as causalidades para a queda na taxa de homicídios que se pôde verificar na última década no município de São Paulo/SP.
Eduardo B. Viveiros de Castro (PPGAS/UFRJ – Museu Nacional; NuTI; NAnSi): Etnólogo americanista, com experiência de pesquisa na Amazônia, é professor de etnologia no Museu Nacional/UFRJ desde 1978. Doutor em Antropologia Social pela UFRJ (1984), fez pós-doutorado na Université de Paris X (1989), é membro da Equipe de Pesquisas Americanistas do C.N.R.S. desde 2001. Foi professor Simón Bolívar de Estudos Latino Americanos na Universidade de Cambridge (1997-98), Diretor de pesquisas no C.N.R.S. (1999-2001) e professor visitante nas Universidades de Chicago (1991, 2004), Manchester (1994), USP (2003) e UFMG (2005-06). Recebeu prêmio de melhor tese de doutorado em Ciências Sociais da ANPOCS (1984), Médaille de la Francophonie da Academia Francesa (1998), Prêmio Erico Vanucci Mendes do CNPq (2004), Ordem Nacional do Mérito Científico (2008). Publicou cerca de 120 artigos ou capítulos de livros e sete livros, de 1972 ao presente. Coordenou o Projeto Pronex “Transformações indígenas: os regimes de subjetivação ameríndios à prova da história” (2004-06). É o coordenador do Núcleo de Transformações Indígenas, grupo baseado no Museu Nacional/UFRJ, e co-coordenador da Rede Abaeté de Antropologia Simétrica.
Emerson Freire (Fatec-Jundiaí; IFCH/Unicamp; CTeMe): Professor na Faculdade de Tecnologia de Jundiaí e cursa doutorado em Sociologia pela Unicamp, com estágio na Université Paris 1 – Panthéon Sorbonne – França. Foi ganhador do Prêmio Rumos Pesquisa do Instituto Itaú Cultural em seleção nacional, prêmio este destinado ao fomento de pesquisadores em artemídia. Interessa-se pelas relações sociotécnicas produzidas no âmbito das produções artísticas que tematizam ou operam com as tecnologias contemporâneas. Desde 2003 é pesquisador do Grupo CTeMe da Unicamp e coordena o Núcleo de Estudos de Tecnologia e Sociedade (NETS) na Fatec Jundiaí.
Henrique Parra (DCS/EFLCH/Unifesp-Guarulhos): Graduado em Ciências Sociais (USP), mestre em Sociologia (USP) e Doutor em Educação (UNICAMP), é Professor Adjunto do Curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Atualmente se dedica a investigar as dinâmicas sociais de produção de conhecimento no contexto de expansão das tecnologias digitais. Destaque para a relação “homem-máquina”; as configurações sócio-políticas da tecnologia; a relação entre instituições sociais, cultura, economia e política. Trabalhou como professor, pesquisador e gestor público em diferentes instituições, atuando em áreas relacionadas à Sociologia da Tecnologia, desenvolvimento sócio-econômico, políticas públicas, tecnologia social, direitos humanos e comunicação. Paralelamente, como fotógrafo realizou diversos trabalhos de documentação e produção artística, tanto individualmente como através de coletivos em que foi colaborador.
Laymert Garcia dos Santos (IFCH/Unicamp; CTeMe): Bacharel em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1969), mestre em Sociologia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (1975) e doutor em Ciências da Informação pela Université de Paris VII/Université Denis Diderot (1980), atualmente é professor titular do Depto. de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), conselheiro do CNPC do Ministério da Cultura e tem pesquisa individual financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Foi Diretor da Fundação Bienal de São Paulo de outubro de 2009 a junho de 2010. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia da Tecnologia e em Arte Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: biotecnologia, tecnologia, arte contemporânea, política e Brasil. Atualmente é Coordenador do Laboratório de Cultura e Tecnologia em Rede, Instituto Século 21, em São Paulo e do Grupo de Pesquisa CTeMe, na Unicamp.
Muriel Combes: Filósofa francesa, autora de obras de referência em filosofia e sobre o pensamento de Gilbert Simondon, tais como Simondon: Individu et collectivité. Pour une philosophie du transindividuel, Paris, PUF, coll. « Philosophies », 1999 e La vie inséparée. Vie et sujet entre biopouvoir et politique, Lille, ANRT, 2003. Participou em 1996 da fundação da revista de cinema Persistances, e em 1998 da fundação da revista política e cultural Alice.
Oswaldo Giacoia Jr. (IFCH/Unicamp): Graduado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1976) e em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (1976). Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1983) e Doutor em Filosofia pela Freie Universität Berlin (1988). Pós doutorado pela Freie Universität Berlin (93-94), Viena (97-98) e Lecce (2005-2006). Atualmente é professor Livre-Docente do Departamento de Filosofia-IFCH da Universidade Estadual de Campinas. Sua pesquisa concentra-se na área de Filosofia Moderna e Contemporânea, com ênfase em História da Filosofia e Ética, ocupando-se de temas como: teoria da cultura, ética pura e aplicada, filosofia do direito, filosofia social, política e da história, filosofia clássica francesa e alemã.
Pablo E. Rodríguez (UBA, CONICET): Doutor em Ciências Sociais (Universidad de Buenos Aires) e mestre em Ciências Políticas (Université de Paris I- Panthéon Sorbonne). Pesquisador do Conicet argentino (Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas). Traduziu para o espanhol (junto com Margarita Martínez) o livro Du mode d’existence des objects techniques de Gilbert Simondon e escreveu os prólogos deste livro e do La individuación a la luz de las nociones de forma y de información, do mesmo autor.
Peter Pál Pelbart (PUC-SP): Possui graduação em Filosofia pela Sorbonne (Paris IV- 1983) e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1996). Atualmente é professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Estudioso da obra de Gilles Deleuze, traduziu para o português os livrosConversaçõesCrítica e Clínica e parte de Mil Platôs. Escreveu sobre a concepção de tempo em Deleuze (O tempo não-reconciliado, Perspectiva, 1998), sobre a relação entre filosofia e loucura (Da clausura do fora ao fora da clausura: Loucura e Desrazão, Brasiliense, 1989 e A Nau do tempo-rei, Imago, 1993) e sobre a relação entre política e subjetividade (A vertigem por um fio: Políticas da subjetividade contemporânea, Iluminuras, 2000, e Vida Capital, Iluminuras, 2003).
Rafael Diniz (WiMobilis Digital Technologies): Bacharel em Ciência da Computação pela Unicamp, participa do coletivo Saravá, do Rizoma Rádio Livre e de outras organizações e coletivos midiativistas. Como programador de alto nível, interessa-se por questões direcionadas às relações entre técnica e política.
Silvio Rhatto (Saravá.org): Bacharel em Meteorologia pela Universidade de São Paulo, autodidata em computação e diletante em ciências sociais. Contribuiu com o Rizoma das Rádios Livres e com o Centro de Mídia Independente. Atualmente participa do Grupo Saravá.

__________[ORGANIZAÇÃO]
Laymert Garcia dos Santos
Pedro Peixoto Ferreira
Elton Corbanezi
Janir Coutinho Batista
Leonardo Ribeiro da Cruz
Thiago Novaes

__________[OPERAÇÃO]
Andressa C. Batista
Elton Corbanezi
Janir Coutinho Batista
Leonardo Ribeiro da Cruz
Marta M. Kanashiro
Martha Ramirez-Gálvez
Osvaldo J. López-Ruiz
Paulo Tavares
Rafael Alves da Silva
Rafael Malhão
Rainer M. Brito
Rodolfo E. Scachetti
Stefano Schiavetto
Thiago Novaes

__________[INSCRIÇÃO]
Para se inscrever, enviar email com nome e instituição para: inscricoes.encontro.simondon@gmail.com

__________[PROMOÇÃO]

*Universidade Estadual de Campinas
*Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
*Programa de Pós Graduação em Sociologia
*Departamento de Sociologia
*Grupo de Pesquisa Conhecimento, Tecnologia e Mercado

__________[APOIO]









fonte: http://cteme.wordpress.com/eventos/informacao-tecnicidade-individuacao-a-urgencia-do-pensamento-de-gilbert-simondon/

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