quinta-feira, 22 de agosto de 2013

#AMANHÃ Conferência "O método ator-rede", por Tommaso Venturini na UFRJ (Praia Vermelha)


A convite do MediaLab. UFRJ, o pesquisador do Médialab da Universidade Sciences Po, de Paris, fará uma conferência aberta no dia 23 de agosto, às 15h, no auditório Manoel Maurício do CFCH/UFRJ, que fica no Campus Praia Vermelha. A conferência será em inglês, mas haverá tradução simultânea.


O website pessoal do pesquisador merece uma visita http://www.tommasoventurini.it/

Alguns de seus textos podem ser consultados nos links abaixo:

Venturini, T. (2010). Diving in magma: how to explore controversies with actor-network theory. Public Understanding of Science, 19(3), 258–273.
http://www.tommasoventurini.it/wp/wp-content/uploads/2011/08/DivingInMagma.pdf

Venturini, T. (2012). Building on faults: how to represent controversies with digital methods. Public Understanding of Science, 21(7), 796 – 812. 

Venturini, T., & Guido, D. (2012). Once Upon a Text : an ANT Tale in Text Analysis. Sociologica, 3.
http://www.tommasoventurini.it/wp/wp-content/uploads/2013/05/Venturini_Guido-Once_Upon_A_Text.pdf

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Conferências de Michel Poivert sobre fotografia em agosto, na UFRJ



O professor da história da fotografia da Universidade de Paris 1 MICHEL POIVERT fará três conferências na Escola de Comunicação da UFRJ nos dias 19, 21 e 23 de agosto, no auditório do CFCH, das 10 às 13 horas. Trata-se de uma ótima ocasião para aprofundarmos certas discussões - fundamentais para o momento atual - a respeito das relações entre imagem, história, sociedade, cultura visual, fotojornalismo, fotografia documental, práticas fotográficas diversas e arte contemporânea - temas das três conferências. 

Michel Poivert é também professor da Escola do Louvre, diretor de pesquisa da l'École des Hautes Études en Sciences Sociales, além de curador e diretor de redação da revista Études photographiques.

Primeira conferência: "A fotografia contemporânea: entre arte e sociedade na virada do século XX para o XXI."

Segunda conferência: "As formas da informação: imagem e história, a figura do fotojornalista, cultura visual e invenção no século XX e XXI."

Terceira conferência: "Fotografia e teatralidade: a imagem performada; por uma contra-história da fotografia."

Trata-se de um mini-curso que dá prosseguimento a questões que foram discutidas no curso da pós-graduação PUC/UFF/UFRJ "Práticas documentais e o lugar do espectador" http://documentoespectador.blogspot.com.br/, por Andréa França, José Benjamim Picado e Consuelo Lins. É também mais uma atividade do convênio da UFRJ com a Universidade de Paris 1.

terça-feira, 16 de julho de 2013

MOBILIDADE URBANA E BICICLETA: SENSÍVEL, COMUNIDADE E COMUNICAÇÃO

Segue convite para aula aberta do curso da Profa. Raquel Paiva, do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFRJ. O tema não podia ser mais relevante.


Se você tem interesse em saber mais sobre este assunto, então está convidado para assistir a aula aberta do curso da pós-graduação (http://www.pos.eco.ufrj.br/) oferecido neste semestre pela Profa. Raquel Paiva.
No dia 18.07, às 12 horas, José Lobo, da ONG Transporte Ativo (http://www.ta.org.br/) vai falar sobre a questão do uso da bicicleta numa megacidade como o Rio de Janeiro. Também vai estar presente o responsável pela implementação da malha cicloviária da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, João Vicente Falabella.
A última aula do curso é aberta a todos os interessados em saber mais sobre o transporte urbano e integra uma série de debates que o Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária - LECC (http://leccufrj.wordpress.com/) está realizando este ano, que teve inicio em abril com o seminário internacional sobre cidades, em parceria com a Universidade Federal de Goiás.
A aula aberta ocorre na próxima quinta-feira, às 12 horas, na sala 140 do PPGCOM- ECO/UFRJ, av. Pasteur, 250 – fundos.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O inventado e o irredutível: Resenha de “A invenção das ciências modernas”, de Isabelle Stengers.


não é necessário negar a singularidade das ciências para torná-la passível de discussão
Isabelle Stengers


A leitura do livro de Isabelle Stengers, A invenção das ciências modernas, no contexto da disciplina Comunicação, simetria e abordagens pós-identitárias, ministrada pelos Profs. Renzo Taddei e Felipe Sussekind no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ, veio precedida do estudo de Jamais fomos modernos, de Bruno Latour. Isto acabou, de algum modo, orientando minha leitura do texto que, de outra forma, teria permanecido um enigma, em função do elevado volume de referências dos campos da filosofia e história das ciências, ainda pouco familires para mim. Esta resenha, portanto, não se pretende um inventário das questões abordadas por Stengers, mas procura, modestamente, seguir algumas pistas deixadas pelos movimentos do pensamento da autora que, a despeito de suas singularidades, parecem ecoar a emergência de uma nova epistemologia.

Duas questões irão mobilizar nossa leitura: Em primeiro lugar, a identificação do solo comum sob relativistas e críticos radicais; em segundo lugar, a identificação de dois projetos políticos distintos a partir da diferença entre ironia e humor.

O livro de Stengers adota como ponto de partida a emergência de um campo de conhecimento que ficou conhecido por uma série de nomes, como Estudos sociais da ciência, Antropologia das ciências, Science Studies, entre outros. Na base destes novos saberes estaria um projeto de ultrapassagem de qualquer possível separação entre ciência e sociedade. De um lado, portanto, temos os sociólogos “relativistas”, que não têm por projeto a “denúncia” da ciência, mas o simples “exercício de seu ofício”. Tal ofício ancora-se no pressuposto de que há uma diferença fundamental e instransponível entre o que determinada prática social propõe de si e a leitura empreendida pelo sociólogo. Neste caso, Stengers evoca o que chama de “argumento da retorsão”. A afirmação de que toda e qualquer ciência consiste em um projeto social, segundo tal argumento, significa ler um conjunto heterogêneo de práticas desde o interior de um projeto, também científico, que é o projeto da sociologia. A questão que tal argumento desencadeia consiste em saber como, enquanto ciência, a sociologia escaparia das objeções que lança sobre todas as demais ciências.

O discurso relativista pronunciado por certa corrente sociológica não é, entretanto, o único esforço empreendido pelo campo emergente dos Estudos sociais da ciência. Há ainda, segundo a autora, um segundo movimento, que ela chama de “crítica radical da ciência”, e que exemplifica a partir da crítica da tecnociência e da crítica feminista da ciência. A primeira crítica consiste em identificar a racionalidade científica enquanto um dispositivo meramente instrumental, que traduziria todos os seus avanços em desenvolvimentos técnicos. A crítica feminista, em gesto similar, identifica a racionalidade científica à preponderância dos valores masculinos na sociedade. A crítica feminista radical, diferentemente de perspectivas feministas mais antigas, que viam em ciências localizadas (medicina, história e biologia, por exemplo) o presença de valores masculinos como a competitividade, por exemplo, reivindica o a totalidade das ciências enquanto “produto social sexuado”.

A objeção lançada por Stengers ao movimento de crítica radical das ciências consiste em que, apesar de consistir em um movimento de resistência, estas orientações conferem ao cientista um lugar privilegiado na definição daquilo que pode sua ciência, de quais seriam os limites que não interessa, social e politicamente, transpor. Ora, adverte Stengers, “os cientistas, os técnicos e os experts não estão em questão, estão à espera, como todos os demais, dos limites do poder de expansão de uma dinâmica que os define para além de suas intenções e de seus mitos” (Stengers: 2002, p. 21). Outro ponto frágil na sociologia das ciências, este com respeito à crítica radical mas não aos relativistas, é o fato de que, ao adotarem um vetor de crítica a priori, seja a técnica (no caso da tecnociência) ou os valores masculinos (no caso da crítica feminista), a crítica radical esquiva-se das controvérsias e das práticas propriamente científicas, bem como da heterogeneidade do campo científico, marcada, frequentemente, por uma divisão entre vencedores e vencidos.

Ora, o gesto de Stengers de crítica das críticas à ciência parece articular-se de um modo que nos remete às filosofias de Henri Bergson e Gilbert Simondon, além de ecoar uma série de proposições presentes na obra de Bruno Latour. Em Matéria e Memória, Henri Bergson trata de revelar o solo compartilhado por duas perspectivas epistemológicas rivais: o realismo naturalista e o idealismo subjetivista. Diante da querela sobre a compreensão da natureza da percepção, organizada em torno de um par que propõe o mundo exterior ou a interioridade psicológica, respectivamente, como fontes de conhecimento, Bergson ergue uma terceira via, que ultrapassa as duas primeiras, revelando o que ambas compartilham (uma incapacidade de pensamento dos processos perceptivos em um tempo não espacializado), introduzindo um dinamismo em suas análises e ultrapassando a equação percepção-conhecimento, que marcou a filosofia moderna. Gilbert Simondon, leitor de Bergson, mimetiza o gesto do filósofo ao revirar o substancialismo e o hilemorfismo enquanto perspectivas que dariam conta dos processos de individuação. Tanto a perspectiva substancialista quanto a hilemórfica, nos mostra Simondon, partem do ser individuado, esquivando-se do que precisa efetivamente ser explicado: os processos de individuação, a ontogênese. Bruno Latour, à diferença dos dois mas obtendo efeitos similares, problematiza o adjetivo “social”, enfatizando que este nada explica, mas precisaria ser ele próprio explicado, a partir de um conjunto heterogêneo de atores que constituem redes. Stengers parece herdar esses movimentos do pensar quando, no que apresentamos até aqui, ela revira perspectivas concorrentes a respeito da ciência, mostrando que nenhuma delas, nem relativistas, nem críticos radicais, abordam a ciência propriamente dita, enquanto um conjunto de práticas concretas que, a despeito de efeitos de poder e modismo, operam no interior de uma racionalidade de tipo muito próprio, conforme sua retomada dos escritos de Galileu nos mostram no desenrolar do livro.

O segundo movimento do pensamento de Stengers que nos interessa evocar encontra-se na passagem intitulada “A invenção política das ciências” e está ancorado em uma distinção entre ironia e humor, que a autora vai buscar na obra de Steve Woolgar. O desenvolvimento deste tópico por Stengers busca dar conta da dimensão política que se encontra na gênese da distinção entre ciência e opinião e dos critérios que autorizam a intervenção, exclusivamente por parte dos cientistas, nos debates científicos (proposição de critérios, prioridades e questões). Neste ponto, Stengers parece chegar ao cerne da singularidade das ciências. Isto torna-se visível quando a autora explicita que a distinção entre os cientistas e toda sociologia das ciências não pode ser rebatida sobre o solo da política e propõe que se faça antes uma abordagem política da construção da diferença entre ciência e não-ciência, nos mesmos moldes a partir dos quais o “politólogo” pôde “acompanhar as consequências, na vida política, da invenção grega da política como problema” (Stengers, 2002, p. 83). O paralelo entre política e ciência, no entanto, não implica aqui a redução de um ao outro.

Paradigmática do gesto sintetizado acima é a obra de Bruno Latour Jamais fomos modernos. Latour teria conseguido, segundo a autora, não opor às “verdades construídas pelas ciências uma outra verdade de maior poder – mesmo que na forma da negação a priori de toda verdade que não se reduza a uma crença como as outras” (Stengers, 2002, p. 84). O humor, à diferença da ironia, é convocado aqui para sublinhar a forma de fazer história a que Stengers está se filiando. A leitura relativista das ciências, segundo Woolgar, é “irônica” na medida em que supõe “uma referência (estável ou dinâmica) a uma transcendência”. Isto significa que o sociólogo ou historiador irônico será aquele que se propõe a desvelar as intenções das ciências, colocando-se em uma relação de distância e exterioridade que lhe assegura uma capacidade judicativa mais lúcida e universal em relação às práticas e autores que estuda na condição (não problematizada) de objeto. À diferença da ironia, o humor seria uma arte da imanência. Não pode ser uma transcendência o elemento que permite estabeler o critério de separação entre ciência e não-ciência. A posição privilegiada, distante e de fora, não encontra lugar em um projeto político baseada no humor. Novamente o politólogo é convocado como exemplo: “A situação é a mesma que a do politólogo que sabe que seu problema não teria nenhum sentido se os gregos não tivessem inventado uma 'arte da política'. Ele mesmo é produto desta invenção, que ele não pode, por conseguinte, reduzir a nada. Todavia está livre para pôr em história esta invenção” (Stengers, 2002, p. 85).

O princípio de simetria que é mencionado algumas vezes no texto de Stengers encontra, a partir desta diferenciação, duas possibilidades de realização. Ou bem é-se irônico e a simetria realiza-se como redução (ciência é política), ou se elimina a transcendência, a distância e a lógica identitária através de uma política imanente do humor, traduzindo a simetria em vetor de incerteza. Ironia e humor, tal como comparecem no livro de Stengers, parecem traduzir uma longa querela, que se encontra no cerne da epistemologia das ciências humanas, consignada, por exemplo, na tese proposta por Hans Georg Gadamer em seu Verdade e Método. Ali, Gadamer apresenta uma dificuldade inerente à escrita da história enquanto prática hermenêutica. Ou se vive a verdade histórica, coincidindo com sua feitura no tempo do agora, ou se cria uma distância de modo a assegurar metodologicamente seu caráter científico. A leitura de Stengers, bem como daqueles de que ela é herdeira e que foram convocados no percurso em direção à viabilidade de uma abordagem não-identitária dos processos de comunicação, coloca em xeque a própria interpretação como estratégia privilegiada, política ou epistemologicamente, de lidar com o mundo.


sábado, 10 de novembro de 2012

HARUN FAROCKI E A POLÍTICA DAS IMAGENS


Imagem
RIO DE JANEIRO, de 21 de novembro a 05 de dezembro de 2012
O encontro Harun Farocki e a Política das Imagens convida ao diálogo com a obra deste artista tcheco radicado na Alemanha, que fará sua primeira visita ao Brasil. A presença da obra de Farocki em nosso contexto torna-se cada vez mais oportuna, sobretudo devido às atuais discussões acerca do estatuto do olhar e da imagem diante de novos dispositivos de poder, tal como a expressiva implementação de tecnologias de visualização e monitoramento de espaços públicos, comunidades e populações. O evento compreende duas conferências de Harun Farocki, uma mostra de seus filmes, acompanhada de um curso com especialistas em sua obra, e uma oficina em parceria com a artista Antje Ehmann.

Este evento é mais uma realização do Museu de Arte do Rio, através de seu programa “MAR na Academia”, em parceria com a UFRJ (EBA/PPGAV, MediaLab.UFRJ, ECO-PÓS), a UFF (Departamento de Cinema e Vídeo, Laboratório Kumã), o Instituto Goethe, a Cinemateca do MAM/RJ, o Centro de Artes Hélio Oiticica e a Escola de Cinema Darcy Ribeiro.

PROGRAMAÇÃO:
- CONFERÊNCIA de HARUN FAROCKI: dia 01/12/2012 às 17h00 no MAM, Rio de Janeiro. Mediação: Fernanda Bruno, Tadeu Capistrano e Cezar Migliorin.
- CONFERÊNCIA de HARUN FAROCKI e ANTJE EHMANN: dia 05/12/2012 às 14h00 no Centro de Artes Hélio Oiticica.
- MOSTRA de FILMES “Harun Farocki: diante das imagens do mundo”. (Curadoria: Ícaro Vidal Jr. e Hermano Callou). Período: de 21 de novembro a 01 de dezembro de 2012. Horário: 15h00 e 17h00. Cinemateca do MAM_RJ.
- CURSO “As Imagens do Mundo: posições em torno de Harun Farocki” com Hérnan Ulm, Ednei de Genaro e Hermano Callou. Período: de 21 a 23 de novembro e de 28 a 30 de novembro. Horário: 18h30. Cinemateca do MAM. Inscrições no local do curso. Certificado para aqueles com o mínimo de 70% de presença.

ORGANIZAÇÃO: Fernanda Bruno (MediaLab.UFRJ) e Tadeu Capistrano (PPGAV/UFRJ).

* O evento é gratuito e aberto ao público, com exceção da oficina.

* Em breve faremos a divulgação oficial, com mais detalhes sobre a programação do evento.

Sejam todos bem-vindos!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

As formas colaborativas de produção e o comum, com Michel Bauwens @mbauwens ((P2P Foundation)


Curso de Pós Graduação da ECO/UFRJ e IBICT nov/dez 2012



Os estudantes da ECO/UFRJ e IBCT terão os créditos validados como disciplina regular dos Programas de Pós em 2013-1

Os demais participantes terão certificado de extensão

Curso introdutório sobre as formas colaborativas de produção, o p2p production, bem como a produção de riquezas comuns na sociedade (economia do comum ou economia colaborativa). Este curso será destinado, preferencialmente, a estudantes de pós-graduação do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia e da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O curso terá a duração de quatro semanas, com carga horária de 48 horas. Serão realizados 3 encontros semanais de 4 cada hora cada um. O produto final de cada participante será um breve estudo sobre casos de formas colaborativas de produção e de produção do comum no Brasil.

Michel Bauwens é o fundador da Fundação Peer-to-Peer Alternatives (P2P Foundation) e trabalha em colaboração com um grupo global de pesquisadores na exploração de produção de pares, governança e propriedade. Bauwens é professor convidado da Universidade de Amsterdam e membro fundador do Commons Strategies Group. O manifesto da P2P Foundation diz: "O contato através de redes peer-to-peer é um novo modelo de relação humana, um novo capítulo da história da evolução humana dentro na era do captalismo cognitivo".

O curso é organizado pelos profs. Clóvis Lima, Ivana Bentes e Kênia Alice (estágio docente) sendo uma promoção conjunta do IBICT, da ECO/UFRJ e dos Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação/IBICT-UFRJ e em Comunicação/UFRJ.

Os alunos do curso receberão certificado de participação. As aulas serão ministradas em inglês.
Aulas Segunda, Terça e Quinta – 14h às 17h
12/11, 13/11, 19/11, 22/11, 26/11. 27/11, 29/11
03/12, 04/12, 10/12, 11/12
INSCRIÇÕES

As inscrições podem ser feitas na Secretaria de Ensino de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ.
Av. Pasteur nº 250 – fds, Urca, Rio de Janeiro. CEP: 22290-240. Teletone: 3873-5075 O atendimento é realizado de Segunda a Sexta-feira das 11 às 15 horas.

Os alunos do PPGCI/IBICT-UFRJ poderão também fazer o curso na forma da disciplina “Tecnologia e Mundo da Vida”, valendo créditos15 Vagas para alunos de Pós-Graduação do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ e IBCT terão os créditos validados como disciplina dos Programas de Pós)
15 Vagas de extensão (com certificado da ECO/UFRJ)

Inscrições até o dia 9 de novembro na Secretaria de Pós da ECO/UFRJ (alunos dos Programas) e pelo email cursop2p@gmail.com (alunos de extensão)



PROGRAMA DO CURSO A synthetic overview of the collaborative economy

What follows will be a synthetic mapping and overview of the different manifestations of the emerging collaborative economy. This collaborative economy is the result of the dramatic encounter of two models of organizing the economic and social world. This is the encounter of traditional models, based on scarce resources allocated through corporate hierarchies and market mechanisms, with models resulting from a massive extension of the possibility for peer to peer connectivity and collaboration. These new models, and therefore this encounter, are enabled by the Internet and other networked communication.

At the intersection of their encounter we will find many disruptive innovations, and how the resulting mutual adaptation of the vertical and horizontal logics creates the ‘diagonal’ collaborative economy, where the world of corporations intersects with the world of the now productive human community.

The structure of the study

The aim of this overview is to map the emergence of the collaborative economy.

Part One creates a frame of understanding with some general characteristics of the whole field. In Part Two we look at user innovation dynamics, and how the corporate world has answered their challenge. In Part Three we look at the infrastructures being built such as the crowdsourcing platforms, digital marketplaces, and infrastructures for the mutualization of physical infrastructures (also known as Collaborative Consumption). In Part Four we look at community-centric production ecologies, i.e. the emergence of commons-based peer production, and in Part Five, we look at the distributed infrastructures being built to enable the emergence of new production ecologies that are inspired by this new modality. Part six examines the business models emerging in this field, in particular, ‘open’ business models which do not rely on IP protections.

Throughout the study, we will ask our students to document similar practices in Brazil, and compare the local situation to emergences in the rest of the world.

Table of contents

Part One -When the Vertical meets the Horizontal 6

I. The new horizontality and diagonality 7

II. The Emerging new media logic 8

III. New Conceptualizations of Business Practice 12

IV. New Distributed Production Infrastructures 23

V. Community, Corporate and Mediated Dynamics 26

VI. The Emerging Logic of Open Business Models and Its

New Competitive Dynamics 30

VII. A First Categorization of the Collaborative Economy 34

VIII. Understanding the ladder of participation 37

Part Two -Discovering the user as value creator and the emergence

of a user-centric ecosystem 41

I. The Evolution of Productive Publics 42

II. The Emergence of Lead Users 46

III. Opening Innovation to the Input of the Crowd 52

IV. The User-Generated Ecosystem 71

Part Three -Infrastructures for ‘sourcing the crowd’ and mutualizing

resources 84

I. Crowdsourcing 85

II. The Emergence of Collaborative Consumption 117

Part Four: -Beyond corporate open innovation Commons-Oriented

Peer Production 140

Introduction 141

I. Defining P2P 136

II. Pure play vs. hybrid peer production 146

III. The dual logic of peer production in a market economy 149

IV. The Characteristics of Peer Production 153

V. Cultural and social penetration of peer production in society 162

VI. Business penetration 164

VII. The Institutional Ecology of Commons-Based Peer Production 166

VIII. Peer Production in Free and Open Source Software 168

IX. Important distinctions amongst the licenses 170

X. FLOSS as a development model 172

XI. FLOSS as business model 177

XII. Peer Production in Design, Hardware, and Manufacturing 180

XIII. Open Hardware as a social movement 190

Part Five -Distributed Access to the Factors of Production 192

Introduction 193

I. The Emergence of an infrastructure for ‘Personal’ Manufacturing 194

II. Distributed workspaces and meeting venues 202

III. The emergence of distributed funding 207

IV. The emergence of infrastructures for “all things distributed” 224

V. Some Conclusions and Speculations 226
Aulas Segunda, Terça e Quinta – 14h às 17h12/11, 13/11, 19/11, 22/11, 26/11. 27/11, 29/11, 03/12, 04/12, 10/12, 11/12

http://bauwensp2p.wordpress.com/curso/

domingo, 4 de novembro de 2012

Seminário sobre arte, cultura e fotografia começa amanhã, em Sampa. Programação excelente!


VII Seminário Arte, Cultura e Fotografia: o permanente, o volátil



Organização: Grupo de Estudos do Centro de Pesquisa em Arte e Fotografia do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo

Coordenador: Prof. Dr. Domingos Tadeu Chiarelli

Data: de 05 a 09 de novembro de 2012 Horário: 15:30h às 20h00
Local: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo

Custo: R$ 20,00/dia

Inscrições: durante o período de inscrições que vai de 22 de outubro a 01 de novembro de 2012 o interessado deverá fazer uma pré-inscrição em
http://www3.eca.usp.br/cap/form-seminario-arte-cultura-fotografia
Após ter feito sua pré-inscrição, você irá receber um email informando os dados para efetuar o depósito bancário no valor correspondente ao número de dias escolhidos. Ao valor dos dias serão acrescentados valores em centavos que vão de 0,00 a 0,99. Esse valor em centavos é um código que nos permitirá identificar quem está efetuando o depósito.



Dia 5 – Segunda-feira – 15h30 às 17h30


O uso da fotografia na criação e no estudo da obra de Visconti
Mirian Seraphim

Em 1924, Eliseu Visconti(1866-1944) realizou os retratos de dois dos ex-presidentes da Associação Comercial de Santos/SP (o 6° e o 9°), para o salão principal da sua nova sede. Visconti teve o cuidado de inscrever sobre seus retratos: “D’Aprés – Photographia”. Esse registro é um depoimento material, deixado pelo próprio pintor, do uso que ele fazia da fotografia, para a criação de algumas de suas obras. Nos arquivos da família, encontram-se ainda várias fotos que nos remetem claramente a determinadas pinturas, como no interessante caso de Volta às trincheiras, na qual está representado um soldado que se despede de uma jovem, com um uniforme idêntico ao que pode ser visto em uma foto de época. Além de fotografias de políticos contemporâneos, representados em grandes quadros encomendados, foram encontradas também fotos de mobiliário ou recantos de paisagens que aparecem em suas composições. Também há o registro fotográfico do próprio Visconti com uma câmera nas mãos, o que demonstra o seu interesse também em conseguir ele próprio os instantâneos que usaria. Além disso, a comunicação versará sobre o papel da fotografia como auxiliar na difícil e perigosa tarefa de autenticar pinturas atribuídas ao mestre, que surgem no mercado de arte ou em coleções particulares.

Mirian Seraphim - Doutora (2010) e mestre (2003) em História da Arte pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT). Colaboradora do Projeto Eliseu Visconti, é autora do livro Eros adolescente: No verão de Eliseu Visconti (Campinas/SP: Autores Associados LTDA, 2008).


A fotografia na trajetória e na pintura de Alfredo Ansersen: fontes, usos e funções
Amélia Siegel Corrêa

Pretendo abordar alguns aspectos da presença da fotografia na trajetória e na obra do pintor norueguês radicado no Paraná, Alfredo Andersen (1860-1935). Em primeiro lugar, o acervo fotográfico deixado pelo pintor se mostrou um fecundo material para re-compor a sua trajetoria social, mostrando-se uma fonte importante de significados. Num segundo momento, mostrarei como Andersen viabilizou a sua inserção no incipiente campo artístico paranaense a partir da retratística, que tinha com frequencia a fotografia como base, mas também pela relação de trocas e de amizade com os fotografos locais. A relação da pintura com a fotografia também sem faz ver em algumas paisagens, comprovando que mais do que concorrentes, a fotografia foi uma aliada de muitos pintores brasileiros do início do seculo XX.

Amélia Siegel Corrêa - Doutoranda em Sociologia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná (2006), graduada em Ciências Sociais pela UFPR (2002). Diretora do Atelier de Arte do Museu Alfredo Andersen.



18h00 às 20h00

Conferência de Tomás Ezequiel Bondone

Tomás Ezequiel Bondone – Professor Titular de História da Arte na Escola Superior de Belas Artes Dr. José Figueroa Alcorta, (instituição fundada por Emilio Caraffa, em 1896). Estudou Museologia no Instituto Superior de Formação Docente e Técnica Nº 8, da cidade de La Plata, e Arquivologia, na Universidade Nacional de Córdoba. Membro do ICOM (Conselho Internacional de Museus) e do CAIA (Centro Argentino de Investigadores de Arte). Foi bolsista da Fundação Antorchas, da AECID (Agencia Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento), do Ministério da Cultura da Espanha e da Secretaria de Cultura da Nação (Argentina). No ano de 2008 publica seu livro Caraffa (Ediciones Museo Caraffa) após anos de pesquisa sobre a obra do artista. Realizou projetos curatoriais para diversas instituições tais como: Fundação OSDE; Museu Emilio Caraffa; Museu Nacional Estancia Jesuítica de Alta Gracia – Casa del Virrey Liniers; Fundação Benito Roggio; Fundação YPF; Centro Cultural Recoleta; Itaú Cultural e Centro Cultural Espanha-Córdoba (CCEC). Diretor do Museu de Belas Artes Evita – Palacio Ferreyra. Em 2011 recebe o título de Mestre em administração, legislação e conservação do patrimônio cultural material, outorgado pela Universidade Nacional de Córdoba.



Dia 6 – Terça-feira – 15h30 às 17h30

O corpo entre dois sistemas de figuração. O surrealismo de Ismael Nery e Flávio de Carvalho
Thiago Gil Virava

Em 1944, refletindo sobre a situação da arte naquele momento, o poeta surrealista André Breton percebia uma polarização dos debates sobre pintura entre o que chamava de "dois sistemas de figuração": o primeiro procurava manter, mesmo que de forma oblíqua ou alterada, um contato com o "mundo exterior" e sua representação no espaço do quadro; o segundo, rompia decididamente com essa postura, exingindo do quadro que extraísse suas virtudes de seus próprios elementos constitutivos. Para Breton, ambos seriam tendências expressivas complementares, que conviveram durante os mais de vinte anos da trajetória surrealista nas artes visuais. Tomando essa proposição de Breton como ponto de referência, a comunicação pretende avaliar como um conjunto de obras dos artistas brasileiros Ismael Nery e Flávio de Carvalho dialoga de maneira original com ambos "sistemas de figuração" surrealista. Um diálogo mediado sobretudo pela exploração das possibilidades de representação do corpo humano.

Thiago Gil Virava. Graduado em Artes Plásticas pela ECA-USP. Participa desde 2007 do Grupo de Estudos em Arte&Fotografia na mesma instituição. Em 2008, fez parte da equipe de pesquisadores da 28ª Bienal de São Paulo. Organizou, entre novembro de 2011 e março de 2012, o Ciclo de Encontros História(s) da Arte no Brasil, na Biblioteca Mário de Andrade. Atualmente, desenvolve pesquisa de mestrado junto ao Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da ECA-USP, sobre a percepção do movimento surrealista no Brasil entre as décadas de 1920 e 1940.


Deformação expressiva e abstração informal: a "arte brasileira" de Lourival Gomes Machado
Ana Cândida F. de Avelar Fernandes

Lourival Gomes Machado foi professor de Política e História da Arte da Universidade de São Paulo, durante os anos 1950, quando também dirigiu o Museu de Arte Moderna de São Paulo e as 1a e 5a Bienais patrocinadas pela instituição, além de atuar como crítico dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha da Noite e das revistas Clima, < em>Acrópole e Habitat. Para ele, haveria uma arte brasileira autêntica, formada no século XVIII, sob o signo do barroco, e que se estenderia, até o início de 1960, à abstração informal, sendo que no século XIX a implantação da Academia de Belas Artes constituiria uma interrupção desse curso. Nos anos 1940, volta-se ao modernismo brasileiro, mas, entre 1950 e 1960, passa a entender a abstração informal como vertente mais significativa, tanto da produção brasileira como internacional. Em sua crítica, aquilo que antes apreciava na pintura figurativa de deformação expressiva passa a reconhecer na abstração informal. Sendo assim, a pintura brasileira é caracterizada por formas, e não assuntos, que dizem respeito à mentalidade local. Nesta comunicação pretende-se discutir a noção de arte brasileira de Gomes Machado a partir de sua crítica sobre a produção pictórica realizada no país, buscando investigar o pensamento desse cr ítico de prestígio hoje pouco conhecido devido à dispersão de sua crítica.

Ana Cândida F. de Avelar Fernandes - Doutoranda em Artes Visuais pela Escola de Comunicação e Artes Universidade de São Paulo (ECA-USP), mestre em Literatura Brasileira e bacharel em Letras Português pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da mesma universidade. Tem ministrado cursos sobre história e crítica de arte e ilustração de livros, no Museu Lasar Segall, Centro Cultural São Paulo, MASP e ECA/USP, entre outros. Integra o Centro de Pesquisa Arte & Fotografia do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.


18h00 às20h00

Depoimento de Mauro Restiffe
Mauro Restiffe

Mauro Restiffe - São José do Rio Pardo, SP, 1970. Fotógrafo. Graduado em Cinema pela Faculdade de Comunicação da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, em 1993, ano em que participa do 1º Mês Internacional da Fotografia, no Sesc Pompéia, em São Paulo. Em 1994, recebe o Prêmio Estímulo de Fotografia, concedido pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Estuda fotografia no International Center of Photography, em Nova York, entre 1994 e 1995. Contemplado, em 2000, com a bolsa ApARTES, concedida pelo Ministério da Cultura (MinC). Em 2001 recebe dois prêmios, ambos em Nova York: The Louis Comfort Tiffany Biennial Award e Rema Hort Mann Art Grant. Entre 2001 e 2003, estuda no departamento de artes da Universidade de Nova York. Em 2009 participa da exposição PhotoEspaña09, em Madri, Espanha. Em 2011 expõe em Ultrech, na Holanda, na mostra Spacecraft Icarus 13. Narratives of Progress from Elsewhere, Basis voor Actuele Kunst (BAK). No mesmo ano, apresenta exposição no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC/USP, e recebe o Prêmio BES, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil; Museu Colecção Berardo, Lisboa, Portugal.


Comentário crítico
Heloísa Espada
Resumo: a comunicação versará sobre o trabalho fotográfico de Mauro Restiffe.

Heloísa Espada – Doutora (2011) e Mestre (2006) em História, Teoria e Crítica da Arte pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Graduada em Educação Artística (1997) pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Coordenadora da área de artes visuais do Instituto Moreira Salles, onde desenvolve projetos curatoriais. De 2007 a 2008, pesquisadora do projetoDocuments of 20th Century of Latin America and Latino Art, do International Center for the Arts of the Americas do Museum of Fine Arts, Houston, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Integra o Centro de Pesquisa Arte & Fotografia do Departamento de Artes Plásticas da ECA/USP.


Dia 7 – Quarta-feira – 15h30 às17 h30

A imagem digital e as suas variantes
Cláudia Leão

Esta aprtesentação pretende traçar as relações vinculatórias entre a produção excessiva e seus portadores. Neste cenários apontamos duas naturezas de imagens com raiz informativa: asinfoimagens circulatórias e as infoimagens cotidianas, como essa produção são alterados os modos de acesso, relação e vínculos com as imagens.

Cláudia Leão - Fotógrafa e pesquisadora. Professora da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal do Pará (UFPa) e convidada no Senac/Moda, em São Paulo. Doutora em Comunicação e Semiótica, pela PUC/SP. Participou de diversas coletivas nacionais e internacionais, entre as quaisRumos Visuais, no Instituto Cultural Itaú e Visões e Alumbramentos Fotografia Contemporânea Brasileira na Coleção Joaquim Paiva. Tem trabalhos publicados nas obras Mapas Abiertos Fotografía Latinoamericana 1991-2002 e Fotografia no Brasil: um olhar das origens ao contemporâneo.


A maximização do mínimo: a fotografia esvaziada
Roberta Dabdab

A presente pesquisa tem como objeto a imagem digital e suas relações com a fotografia. Sua hipótese central é que as novas tecnologias da comunicação possibilitam um redimensionamento dos modos de se ver e interpretar as imagens, dado o caráter ambíguo, como mostra Flusser, do seu processo semiótico de "informar". Parte-se do pressuposto de que a criação tecnológica, depende de uma cumplicidade com o aparelho e, nesse sentido, o seu interesse crítico deve estar na subversão e no embate com a máquina, possibilitando novas visualidades. Nessa perspectiva, elegemos como corpus de pesquisa o conceito de "Esvaziamento" – procedimento em pós-produção nas imagens digitais, que sofrem a diminuição da sua carga informativa, explorando a redução do sistema e da programação -- como proposta de desautomizar o olhar. Será apresentado um conjunto de imagens que a pesquisadora denomina de "Fotografia Esvaziada",um processo desenvolvido em pós-produção de se chegar ao vazio máximo possível da matéria digital por meio da interferência nos "pixels dimensions" das imagens no software Photoshop, que dialoga com os pressupostos teóricos da pesquisa e as transforma em imagens voláteis. A Fotografia Esvaziada define-se como uma estética aliada ao pensamento da atualidade que pressupõe a leveza, o pequeno formato, a desconstrução, a desmaterialidade/ os pixels.

Roberta Dabdab - Fotógrafa e artista visual. Mestre em Comunicação e Semiótica na PUC-SP com a dissertação A Maximização do Mínimo: uma estética para tempos hipersaturados ou a Fotografia Esvaziada. Participa de diversas exposições individuais e coletivas entre as quais: Do Espaço Estilhaçado e O Corpo Transfigurado (2009), sob curadoria de Eder Chiodetto, no espaço Micasa, eDerivas (2005), na Galeria Vermelho, em São Paulo, ambas, mostras coletivas; a individual A Língua das Coisas (2006), na Pinacoteca do Estado de São Paulo, além de I carry your heart, I carry it in my heart (2008), uma investigação sobre o coração para a realização de um livro futuro , o projetoAtravés da Porta (2009), dentro do X-Moradias no SESC Consolação, desenvolvido juntamente com a artista e pesquisadora Giselle Beiguelman.


18h00 às 20h00

Valor de Exposição
Norval Baitello Jr.

Walter Benjamin escreveu sobre a passagem de um sistema de produção de imagens que ainda reivindicavam um estatuto de obra de arte, para uma época de supremacia do valor de exposição, o que hoje constatamos na exponibilidade inflacionada das imagens mediáticas. Portanto, já era possível identificar no início do século XX imagens nas quais o valor artístico desempenhava um papel de transição entre o valor de culto e o valor de exposição, este último muito mais imperativo nas imagens reprodutíveis tecnicamente e nas imagens mediáticas. Desse modo, o conceito de valor de exposição é central para a discussão da proliferação e consumo da imagem nos dias atuais.

Norval Baitello Jr. - Doutor em Comunicação pela Freie Universität Berlim, em 1987. Professor (quadro de carreira categoria titular) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Desde 2007, é coordenador de área Comunicação e Ciências da Informação (CHS II) na Fapesp. Foi diretor da Faculdade de Comunicação e Filosofia da PUC-SP e professor convidado das universidades de Viena, Sevilha, S. Peterburg, Autônoma de Barcelona e Évora. É autor de diversos livros entre os quais: A Serpente, a maçã e o holograma (2010); La era de la iconofagia (Sevilha, 2008), Flussers Völlerei (Köln, 2007) e A era da iconofagia: ensaios de comunicação e cultura (São Paulo: Hacker, 2005). Fundou e dirige o Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Semiótica da Cultura e da Mídia (CISC).


Dia 8 – Quinta-feira – 15h30 às 17h30

Pinturas de Paisagem Amazônica e a Construção de um Imaginário da Cultura Popular
Mariana Bernd

A comunicação procura documentar e analisar as pinturas populares que representam a floresta amazônica, produzidas nos séculos xx e xxi, utilizadas na comunicação visual e na decoração dos interiores e das fachadas de estabelecimentos comerciais e residenciais, localizados no centro de Manaus, capital do Amazonas. É possível encontrar diversos significados nessas pinturas, que se destacam em meio à poluição visual e à agitação da cidade. Evocando reiteradamente o repertório imagético da Amazônia, misturam a mitologia local com ícones universais das cidades contemporâneas, além de incorporarem elementos da estética brega que impera na região Norte do país. As pinturas de paisagem amazônica – termo utilizado pelos próprios pintores para descrever seu ofício – provocam reflexões sobre a produção atual das artes gráficas populares brasileiras e, mais especificamente, sobre como essa expressão pictórica sobrevive e prolifera em Manaus.

Mariana Bernd – Mestre em Design e Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU/USP, em 2011, com a dissertação Pinturas de paisagem amazônica e a construção de um imaginário da cultura popular. Graduada em Desenho Industrial/ Programação Visual, pela Universidade Mackenzie, 1996. Leciona História do Design Gráfico e Design Editorial, para a turma de 3º ano do curso de Publicidade e Marketing, na Faculdade de Campinas [FACAMP], desde 2005.


Registro e arte na fotografia amazônica de George Huebner.
Andreas Valentin

Fotógrafo, botânico e naturalista, George Huebner (Dresden, 1862-Manaus, 1935) estabeleceu-se em Manaus no final do século XIX. A partir de seu ateliê Photographia Allemã, realizoufotografias que retratamos processos da modernidade em Manaus e Belém, a sociedade da economia da borracha, a natureza amazônica, como também indígenas no campo e no estúdio. Como editor, Huebner produziu séries de cartões postais e álbuns fotográficos. Analisaremos aqui alguns aspectos de sua produção apontando para uma fotografia que, impregnada de valores humanísticos, situa-se na larga fronteira entre o registro e a arte.

Andreas Valentin – Fotógrafo e pesquisador, formado em História da Arte e Cinema (SwarthmoreCollege, EUA). Mestre em Ciência da Arte (UFF) e Doutor em História Social (UFRJ). É professor-adjunto de fotografia na UERJ. Coordena curso de pós-graduação em Fotografia no IUPERJ da Universidade Candido Mendes, do qual também é Coordenador de Ensino. Membro da Associação Brasileira de Antropologia, pela qual foi vencedor do Prêmio Pierre Verger de Fotografia (2004). É autor de três livros sobre o Festival de Parintins (1999, 2001 e 2005), o mercado SAARA no Rio de Janeiro (2010) e o fotógrafo alemão George Huebner (2012).


18h00 às 20h00

Depoimento de Emmanuel Nassar
Emmanuel Nassar

Emmanuel Nassar – Nasceu em Capanema, no Estado do Pará, em 1949. Graduado em Arquitetura pela Universidade Federal do Pará. Ao longo de sua carreira realizou diversas exposições individuais e coletivas, entres as quais Emmanuel Nassar a Óleo, na Galeria Milan, em São Paulo, em 2010, e Fachada Invertida, no Centro Universitário Maria Antonia, São Paulo, em 2009. Participou de bienais como a Bienal de São Paulo, 20ª e 24ª edições, em 1989 e 1998, respectivamente, além da Bienal de Veneza, em 1993, na qual fez parte da representação brasileira. Em 2003/4 realizou a retrospectiva A Poesia da Gambiarra, com curadoria de Denise Mattar, nas seguintes cidades: Rio de Janeiro e Brasília, no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB; além de São Paulo, no Instituto Tomie Ohtake. Tem obras em diversos acervos públicos, entre os quais: Museu de Arte Moderna de São Paulo; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Museu de Arte Contemporânea de Niterói; Museu do Estado do Pará, University Essex Museum, na Inglaterra.


Comentário Crítico
Tadeu Chiarelli
Resumo: a comunicação versará sobre o uso que o artista Emmanuel Nassar faz de fotografia em seu trabalho.

Tadeu Chiarelli – Possui graduação em Educação Artística (1979), Mestrado (1989) e Doutorado (1996), pela Universidade de São Paulo. Prestou concurso para Livre-Docência, em 2005, e para Professor Titular, em 2010, também pela USP. Professor junto ao Departamento de Artes Plásticas, leciona na Graduação e Pós-Graduação. Orientador junto ao Programa de Pós-Graduação de Artes Visuais. Área de Concentração: Teoria, Ensino e Aprendizagem da Arte; Linha de Pesquisa: História, Crítica e Teoria da Arte. Atuação: História da Arte, Teoria da Arte, Crítica da Arte, Arte e Fotografia, Arte Brasileira Contemporânea. Entre 1996 e 2000 foi Curador-Chefe do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Entre agosto de 2007 e maio de 2010 foi Chefe do Departamento de Artes Plásticas. Coordena o Centro de Estudos Arte&Fotografia e o Grupo de Estudos em Crítica de Arte e Curadoria, ambos no Departamento de Artes Plásticas da ECA-USP. Em abril de 2010 foi nomeado Diretor do Museu de Arte Contemporânea da USP. Tem livros publicados sobre Arte e Crítica de Arte no Brasil.Possui bolsa produtividade CNPq (Nível 2), desde 2009.


Dia 9 – Sexta-feira – 15h30 às 17h30

Fotografia e percepção na metrópole moderna e contemporânea
Luciano B. Costa

Essa comunicação aborda a relação fotografia / metrópole / percepção, tendo por objetivo pensar a potência crítica da fotografia orientada para a metrópole contemporânea. O entendimento desta ‘potência crítica’ no presente e como termo atuante na relação entre estes três elementos, parte do exame desta relação na metrópole moderna, tendo em vista ali terem-se criado seus fundamentos, referências e contrapontos, os quais, direta ou indiretamente, participam da produção contemporânea. A explicitação desta relação triádica é balizada pelas reflexões de Walter Benjamin acerca das metrópoles modernas, tendo como elemento orientador a noção de imagem dialética, que será retrabalhada por George Didi-Huberman em sua concepção de imagem crítica. Assim, nesta comunicação, no que se refere à metrópole contemporânea, opera-se com esta concepção de imagem crítica como meio de reflexão e análise sobre a relação fotografia / metrópole / percepção, tendo como núcleo um conjunto de fotografias de Andreas Gurski e Michael Wesely.

Luciano B. Costa – Doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo – FAU/USP na área de Projeto, Espaço e Cultura. Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2001), graduado em Ciências Sociais pela mesma universidade (1991). Professor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP) e da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas).


Manhatta – a instauração do futuro
Regina Maurício da Rocha

As fotografias de Nova York, realizadas por Paul Strand entre 1915 e 1916, bem como o filmeManhatta, de 1921, realizado em parceria com o fotógrafo Charles Sheeler, serão o tema central dessa fala. Em “Photography”, artigo publicado em 1917, Strand aproxima a inventividade de alguns fotógrafos, “que sentiram a necessidade de desenvolver uma nova forma”, à dos arquitetos, criadores dos arranha-céus.

Regina Maurício da Rocha - graduada em Arquitetura, pela FAU MACK, em 1983 e mestre emFilosofia pela FFLCH USP, em 1997. Foi professora de História da Arte na Faculdade de Fotografia do Centro de Comunicação e Artes SENAC, entre 1999 e 2002. Atualmente, participa – como pesquisadora convidada – do curso de pós-graduação, intitulado Discursos do Ensaio Fotográfico, na ECA USP, ministrado pelo prof. dr. João Musa.


18h00 às 20h00

Conferência de Ibis Abascal

Ibis Hernández Abascal – Fez parte da equipe de curadores da Bienal de Havana (em 2010). Pesquisadora do Centro Wifredo Lam. Tem graduação em História da Arte pela Faculdade de Artes e Letras da Universidade de Havana, em Cuba. Fez parte da equipe de fundadores do Centro de Arte Contemporânea Wifredo Lam, instituição onde trabalha desde 1985. Foi curadora de várias exposições de arte cubana e latino-americanas, exibidas tanto em Cuba como no exterior. Integrou durante as Segunda, Terceira e Quarta Bienais de Havana a comissão de controle e recepção de obras e foi co-curadora da Quinta à Décima Primeira edições, como integrante da equipe de especialistas do Departamento de Investigação e Curadoria do mencionado Centro. É colaboradora em diversas publicações especializadas em artes visuais e cultura, tais como: Arte Cubano, Inter Art Actuel (Canadá), Atlantica Internacional (Espanha), Artefacto (Nicarágua), Chasqui (Alemanha) entre outras; tem ainda proferido conferências em diversas instituições culturais e universidades do México, Colômbia, Brasil, Equador, Nicarágua e Martinica. Obteve o Prêmio Nacional de Curadoria, outorgado ao coletivo de curadores do Centro de Arte Contemporânea Wifredo Lam, pelo conjunto do trabalho realizado entre 1989 e 2000, e menção especial (compartilhada) em 2011. É membro da Seção de Crítica de Arte da UNEAC (União de Escritores e Artistas Cubanos).

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